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A revolução tecnológica

Data: 13/01/2010 151 visualizações

 

 

Me lembro de 15, 20 e até 30 anos atrás quando não tínhamos na nossa vida os benefícios tecnológicos que estão a nossa disposição atualmente.

Computadores e telefones celulares.

Antes de mais nada sou um usuário e dependente destas tecnologias. Até porque em que mundo eu viveria se não o fosse, mas qual afinal o benefício real que nos trazem?

Muitos sem dúvida, a facilidade de acesso as informações pela rede. Que digam os advogados por exemplo, antigamente precisavam ir até o Fórum para ter a informação de um processo, hoje ao clicar de meia dúzia de números estão com a cópia da sentença que o juiz proferiu pela manhã.

Com o celular você resolve a sua vida e a dos outros também num clicar de botões, descobre aonde anda o filho, se o marido vai conseguir pegar aquele vôo, etc...

Assim como nos beneficiam e muito, nos afastam mais a cada dia.

Os computadores se tornaram fiéis e incontestes parceiros de quase todos nós.

Seja pelas pesquisas via google ou pelos joguinhos cada vez mais próximos da realidade, seja pelo msn, orkut ou pelo que você imaginar que a internet lhe disponibiliza.

E os celulares, com seus i-pods, amigos absolutamente inseparáveis nas horas necessárias de boa parte dos terráqueos, muitos e não são poucos, a grande maioria os utilizam para amenidades como exibir o seu novo modelito G alguma coisa, ou para brincadeirinhas, gracinhas, torpedinhos e estilinhos.

Cada vez mais nos afastamos do convívio social. Cada vez mais nos tornamos alienados e viciados na nossa individualidade, seja por lazer ou por insegurança. Aquele que fala ao aparelho com ninguém do outro lado da linha ou aquele que espera e espera o barulhinho de entrada na caixa de som do seu computador.

Trocar uma boa conversa por uma pesquisa ou gráficos 3d de última geração ou não olhar mais no olho do outro porque o torpedo é mais "fácil" de se comunicar são maneiras e hábitos cada vez  mais corriqueiros no nosso dia e que nos estimulam.

Se você é gênio ou uma fera da virtualidade ou se é um "ligador" como o da campanha de uma operadora não importa. O que está em questão é a forma como nos relacionamos socialmente hoje em dia, quanto mais distantes, mais próximos estamos.

Não seria melhor menos modernidade e mais humanidade?

 

Alexandre D'avila

Diretor Executivo

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